Bosco volta ao futebol como agente e mantém torcida pelo São Paulo: "Um carinho especial"

Ex-goleiro defendeu o Tricolor entre 2005 e 2011 e conquistou o Mundial de Clubes; no fim de semana, terá torcida "dividida" com o Fortaleza do amigo Rogério Ceni

Campeão do Mundial de Clubes pelo São Paulo em 2005 e tri-campeão Brasileiro (2006, 2007 e 2008), Bosco voltou ao futebol. Mas não é para ser goleiro, muito menos técnico. O ex-jogador se tornou agente de atletas e utiliza da sua experiência em campo para obter sucesso na nova carreira.

 

– A maioria dos agentes não foi jogador de futebol, mas tem uma liderança, tem um estudo, tem capacidade para isso. Mas quando você junta tanto um treinador de futebol que foi jogador como um agente ou um diretor que fez parte de um vestiário, sabe o que o jogador está pensando naquele momento, é interessante – afirmou Bosco em entrevista ao GloboEsporte.com.

– Um exemplo: um jogador que era titular absoluto, chega um treinador e por questões táticas muda e coloca outro jogador. Como fica a cabeça do jogador? O que eu tenho que trabalhar na cabeça desse jogador? A primeira coisa que o jogador pensa é ir embora. A primeira coisa que ele fala: "Arruma um time para mim que eu quero ir embora". Então ai é que vem o agente ou treinador que foi jogador. Ele sabe o que o jogador está passando e pode dar um suporte diferenciado – completou.

O ex-goleiro foi oficializado pela BLB Sports, empresa que cuida de Hudson, do São Paulo, no início de abril. Ele tem a função de analisar, captar, conversar e gerenciar a carreira de atletas.

Morando em Orlando, nos EUA, e com pouco tempo no cargo, Bosco ainda não tem nenhum jogador de destaque em sua carteira. Por morar em uma cidade que tem o Orlando City como principal equipe e um brasileiro como proprietário, o ex-jogador tem como foco inicial o futebol norte-americano.

– Nos EUA o futebol está começando a se tornar uma realidade, e a gente tem procurado perfil de jogadores brasileiros que podem atuar em alguns clubes daqui. E essa captação é importante, porque o jogador acha que os EUA é um mercado que pode explodir a qualquer momento, e isso é verdade. Aqui tenho porta aberta para um mercado interessantíssimo – disse.

Mesmo longe do Brasil, Bosco não deixou a torcida pelo São Paulo de lado. O ex-goleiro viveu um dos momentos mais gloriosos do Tricolor na década passada. Em sete anos (entre 2005 e 2011), conquistou três Campeonatos Brasileiro e um Mundial de Clubes.

– A gente sempre acompanha, agora mais do que nunca. Tem que observar os jogos: Série A, Série B, Série C... E claro que os times que eu defendi a gente acaba observando com mais intensidade – contou Bosco, que tem em sua foto de perfil em um aplicativo de conversas a imagem de uma defesa contra o Bayern de Munique, em 2007, em amistoso.

 

– Fico feliz pela ascensão do São Paulo, um time que é sempre cobrado por títulos, mesmo porque teve uma fase excelente entre 2005 e 2008 e a cobrança do torcedor é muito grande, me baseando naquela época. Você não pode ter um time como o do São Paulo, de tradição, de conquistas, tanto tempo sem ganhar um título expressivo. Então a minha torcida é que o São Paulo possa reagir, já está reagindo. A torcida também, porque no São Paulo fiz muitos amigos. Fora a parte profissional tem a parte pessoal, o carinho que eu tenho pelo São Paulo. Eu tenho um carinho muito especial por esse clube – completou.

No próximo domingo, às 19h (de Brasília), Bosco ficará dividido entre a torcida pelo São Paulo e Fortaleza, onde atuou nas temporadas 2004 e 2005, e que atualmente é dirigido pelo amigo Rogério Ceni. As equipes se enfrentam pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.


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